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Haddad: Retomada do PAC devolverá qualidade de vida ao povo

Em caminhada na Rocinha, no Rio, nesta sexta (14) candidato a presidente disse que irá retomar todas as obras paradas pelo governo golpista

 

O candidato a presidente Fernando Haddad participou nesta sexta-feira (14) de caminhada na Rocinha, tradicional bairro do Rio de Janeiro, ao lado da vice Manuela d’Ávila, da candidata ao governo do Rio de Janeiro Márcia Tiburi e do senador e candidato à reeleição Lindbergh Farias.

Durante a caminhada Haddad concedeu entrevista a jornalistas e falou um pouco mais sobre o Plano de Governo, principalmente nas comunidades do Brasil.

“A maior reivindicação dessas comunidades é a retomada das obras do PAC. Primeiro porque melhora a qualidade de vida e segundo porque gera emprego imediatamente, para uma juventude que está sem opção”, disse. Para o candidato, tal retomada tem que ter critério social, alto impacto na qualidade de vida das pessoas e geração de emprego imediata. Quanto mais a obra gerar emprego, maior vai ser a prioridade dada a essa obra.

Ao comentar sobre a economia, o candidato falou sobre o teto de gastos, medida que para ele não funciona, pois não abre nenhum espaço fiscal para investimento. “Sem investimento público, sem consumo das famílias, sem crédito barato, a economia não vai retomar e aí o problema fiscal vai agravar ao invés de melhorar. Nós precisamos de um tripé e as obras do PAC tem que ter um espaço fiscal no orçamento. Quanto mais a obra gera emprego e impacta as comunidades que têm mais necessidades sociais, melhor”.

Uma das propostas do plano de governo é realizar uma reforma tributária, que inclui o imposto de renda justo – quem ganha até 5 salários mínimos será isento do IRPF. Isso deve aumentar a renda disponível das famílias e elas irão voltar a consumir. Também haverá uma reforma bancária, para que as taxas de juros diminuam. Então, quanto mais juros o banqueiro cobrar, mais imposto ele vai pagar e vice-versa.

O candidato também foi questionado sobre a violência e afirmou que a União, por meio da polícia federal, vai combater as organizações criminosas. Isso vai ser feito para que as polícias locais possam atuar para salvar a vida das pessoas. “Homicídio, feminicídio, estupro e roubo, as polícias locais que tem que cuidar. Alguns crimes vão passar também para esfera federal, com contingente da polícia que vai ser reforçada e, com isso, vamos fazer os estados cumprirem metas de diminuição da violência. Todo estado vai ter que cumprir metas”.

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