Ao todo, 441 coletivos deixam de circular na manhã desta segunda-feira (7). Rodoviários denunciam atraso no pagamento do tíquete-refeição e das horas extras de maio. Empresa alega atraso no repasse de verbas do governo;
Motoristas e cobradores da empresa Marechal paralisaram as atividades na manhã nesta segunda-feira (7), no Distrito Federal. Ao todo, 441 ônibus deixaram de circular nas ruas da capital.
Os rodoviários, uma categoria organizada e com tradição de luta por seus direitos, reclamam atraso no pagamento do tique-refeição e das horas extras de maio e recorrem à paralisação como forma de pressão.
De acordo com a empresa de transporte, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) não repassou os valores e, dessa forma, não foi possível realizar o pagamento dos funcionários.
O PT DF conversou com João Osório, diretor-financeiro do Sindicato dos Rodoviários. Ele confirma que a explicação da Marechal é de que não está recebendo corretamente os valores de subsídios e outros pagamentos por parte do GDF. “A empresa não tem estrutura para arcar com os pagamentos dos funcionários sem receber o combinado em contrato com o GDF, então, qualquer atraso gera esse tipo de problema, afetando os usuários, que são prejudicados na sua locomoção. E, também, aos trabalhadores, que não podem cumprir seus compromissos”, diz ele.
Sobre a continuidade da greve, João afirma que a categoria vai permanecer com a mobilização até que os pagamentos sejam efetuados. “A greve é até que a questão se resolva e, dentro do processo de negociação, vamos encontrando alternativas para a solução desse impasse”.
Os coletivos da companhia circulam em oito regiões da capital:
- Samambaia
- Taguatinga
- Ceilândia
- Recanto das Emas
- Águas Claras
- Guará
- Gama
- Santa Maria
A reportagem entrou em contato com a Semob, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. “Esperamos que o repasse seja realizado com a maior brevidade possível, para que seja possível efetivar esses créditos”, informou a Marechal. Além disso, a empresa disse que trabalha “para cumprir os compromissos com os colaboradores e usuários do transporte coletivo”.
Metroviários em greve
Além da paralisação dos rodoviários da Marechal, os servidores da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) estão em greve há quase dois meses. Em 19 de abril, a categoria reduziu a oferta do serviço de transporte pela retomada do auxílio-alimentação, de R$ 1,2 mil, e contra “descontos ilegais da greve de 2019 que, até hoje, não foram devolvidos”.
Em 17 de maio, o Metrô-DF e o sindicato da categoria passaram por audiência de conciliação, entretanto, a reunião terminou sem acordo. Agora, o processo tramita na Justiça, que deve decidir sobre a paralisação, sem prazo para análise.
Enquanto isso, os trens funcionam com 80% da capacidade por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), desde o dia 23 de abril. Inicialmente, o serviço operava com 60% da frota, por decisão do TRT. Veja operação atual:
- Dias úteis
Das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30: 19 trens
Das 8h45 às 16h45: nove trens
Das 19h15 às 23h30: cinco trens. - Sábados
Das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15: 12 trens
Das 9h45 às 17h: sete trens
Das 19h15 às 23h30: cinco trens - Domingos e feriados
Das 7h às 19h: cinco trens
Fonte: G1
Edição PT DF